5 Motivos para a UMES ser Contra a Lei da Mordaça

1º) É CONTRA A DEMOCRACIA NA ESCOLA

A Lei é uma iniciativa de censura e perseguição à liberdade de expressão dentro do ambiente escolar, amplamente garantida pela Constituição Brasileira após o fim da ditadura militar. Aprová-la significa suprimir a democracia das salas de aula e a livre organização dos estudantes;

2°) IMPEDE A TROCA DE SABERES

PLs como a 867/2015, que tramita no plano federal, querem cercear o debate em sala de aula e a troca de saberes entre os estudantes ao proibir a “realização de atividades que possam estar em conflito com as convicções religiosas ou morais dos pais ou responsáveis pelos estudantes”. Essa proposta é um avanço da esfera privada sob a esfera pública. Mas, não podemos pensar uma democracia dando mais importância à esfera privada do que à esfera pública.

3º) DITADURA CONTRA O MOVIMENTO ESTUDANTIL

Assim como foi na ditadura militar, atores do movimento estudantil e suas lutas correrão o risco de serem criminalizados por defender a democracia. O grêmio estudantil e os estudantes que constroem ações como a Primavera Secundarista e lutam pela gestão democrática e pela participação do estudante dentro das escolas se tornariam os alvos principais do projeto conservador.

Os jovens que enfrentaram a repressão de 1964, lutando bravamente para garantir conquistas como a Lei do Grêmio Livre (nº 7.398/1985), se posiciona contra a Lei da Mordaça que coloca em risco o direito à organização estudantil e o direito da juventude ter voz e participação dentro das escolas;

4º) DESCONSTRÓI O PAPEL DA ESCOLA

Ao invés de defender um sistema de ensino livre e crítico, trata-se, na verdade, do contrário. O projeto quer impedir de forma ultraconservadora o debate plural sobre temas cruciais como história, política, direitos humanos e combate às opressões, buscando impedir o exercício de uma pedagogia que propicie a autonomia de pensamento dos estudantes e, consequentemente, transforme a sociedade.

A UMES defende que, através da reflexão crítica sobre o mundo é possível melhorá-lo e torná-lo mais justo e democrático. Esse é o sentido de uma educação libertadora: gerar novos saberes para que possamos combater as injustiças sociais e não encará-las como naturais.

5ª) A ESCOLA PRECISA DIALOGAR COM A REALIDADE

A escola não existe separada da sociedade. E a sociedade é diversa. Questões de gênero, de política e de religião fazem parte da história, da política e do presente. Como, então, impor a neutralidade do discurso nas escolas quando a própria realidade não é neutra?

É para formar jovens com possibilidade de olhar para o mundo e se desafiar a torná-lo um lugar melhor através do seu trabalho e dos seus conhecimentos. Para que isso aconteça, não podemos confundir o ato de ensinar com a simples ação de transmitir conhecimento.

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